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OUTRAS DROGAS

Ópio e Morfina

Classificação

Quanto à legalidade: Ilícita

Quanto aos efeitos: Depressoras do Sistema Nervoso Central (SNC)

 

Origem

Extraído da Papoula (opiáceos) ou produzidos em laboratório (opióides).

 

Onde está presente

Heroína, morfina, codeína, diversos remédios para tosse como Elixir Paregórico, Tylex, Belacodid, Doalntina, Meperdina etc.

 

Aspectos Históricos

O ópio é uma das drogas mais antigas e consumidas no oriente. Alguns historiadores datam o seu uso desde 5.000 antes de Cristo. Extraído de uma planta conhecida como Papoula do Oriente. Ao se fazer cortes na cápsula da papoula quando ainda verde, extrai-se sua seiva, um suco leitoso chamado ópio. Quando seco esse suco passa a se chamar “pó de ópio”. Nele existem várias substâncias sendo a mais conhecida a morfina. O ópio foi largamente utilizado na antiga civilização mediterrânea, tanto que estatuetas encontradas com mais de três mil anos representavam deusas sacerdotisas com papoula (flor do ópio) desenhadas na testa. Os Sumerianos (atual Irã) utilizavam a papoula de ópio, que era a “planta da alegria”, para ter contato com os deuses há 4.000 a.C. Em 1776, o uso do ópio foi amplamente incentivado na guerra civil americana para aliviar a dor. E em 1814 a morfina foi sintetizada a partir do ópio sendo utilizada como meio anestésico. Logo surgiram os efeitos colaterais desta substância.

 

Aspectos Gerais

Todas as drogas tipo opiáceo ou opióide têm basicamente os mesmos efeitos no sistema nervoso central: diminuem sua atividade. As diferenças ocorrem mais em sentido quantitativo. Todas essas drogas produzem anestesia e hipnose (aumentam o sono), daí receberam também o nome de narcóticos, que são as drogas capazes de produzir esses dois efeitos: sono e diminuição da dor. Por isso, recebem também o nome de drogas hipnoanalgésicas. Para algumas drogas a dose necessária para esse efeito é pequena, ou seja, são bastante potentes, como a morfina e a heroína. Sua ação decorre da capacidade de imitar o funcionamento de diversas substâncias produzidas pelo organismo como endiorfinas e encefalinas.

 

Efeitos no Cérebro

Diminuição da atividade cerebral, sensação de dor e sono. Em altas doses pode afetar áreas do cérebro responsáveis pela pressão arterial, respiração e diminuição dos batimentos cardíacos, por conta disso pode ocasionar a morte por parada cardíaca ou respiratória.

 

Efeitos em outras partes do corpo

Contração da pupila, coceira pelo corpo, náusea, vômito, enfraquecimento dos dentes, paralisia das atividades estomacais e intestinais.

 

Outras Consequências

O uso da heroína ou morfina normalmente é utilizada por meio intravenoso e por isso é comum a pessoa se contaminar com AIDS ou Hepatites. O uso de opiáceos por mulheres grávidas deve ser evitado, pois através da corrente sanguínea passa para o bebê e este irá sofrer de crises de abstinência após o nascimento. Também pode provocar redução do desejo e desempenho sexual.

 

Mais Informações:

 

A heroína é muito consumida em países europeus e nos Estados Unidos. Devido a distância entre o Brasil e os países produtores (normalmente no oriente médio) dificilmente encontramos essa droga aqui e quando encontrada o preço é alto demais até mesmo para pessoas mais abastadas. O uso crônico de opiáceos pode deixar a pessoa completamente obnubilada (abestalhada) sem nenhum contato com a realidade.

 
 

Solvente ou Inalantes

Classificação

Quanto à legalidade: Lícita (para o uso original do produto)

Quanto aos efeitos: Depressora do Sistema Nervoso Central (SNC)

 

Origem

Substâncias químicas na sua maioria presentes em produtos com fins industriais e farmacológicos. As substâncias ativas mais conhecidas são o tolueno, n-hexano, benzeno, xilol, acetato de etila, cloretila ou cloreto de etila entre outros.

 

Onde está presente

Cola de sapateiro, esmalte, tiner, éter, lança-perfume, gasolina, tintas, acetona, benzina, aguarrás, corretivos (branquinhos) com Carbex.

 

Aspectos Históricos

A inalação de substâncias é uma prática que vem da antiguidade e que era bastante comum em rituais sociais ou cerimônias religiosas. A cannabis, o ópio e o tabaco (em forma de “nicotina rústica”) e alguns alucinógenos foram as drogas mais consumidas por inalação. A inalação abusiva destas substâncias teve a sua origem nos Estados Unidos no final dos anos 50, alastrando-se depois ao resto do mundo. No Brasil o uso de solventes como droga de abuso começa entre os anos de 1965 e 1970.

 

Aspectos Gerais

De maneira geral o uso de inalantes e solventes está sempre associado à população de baixo poder aquisitivo principalmente às crianças que vivem na rua ou em situações precárias, pois os efeitos proporcionados pela droga servem para disfarçar a fome e o frio. Outro fator que estimula o uso dessas substâncias é o baixo custo e a facilidade de aquisição.

 

Efeitos no Cérebro

Os efeitos começam segundos após o uso e o tempo de duração do efeito também é bastante curto o que predispõe o uso repetido para “perpetuar” a sensação. Os efeitos vão desde uma pequena estimulação inicial até depressão, podendo surgir processos alucinógenos. De acordo com os efeitos foram divididos em quatro fases: 1ª) chamada fase de excitação, a pessoa fica eufórica e aparentemente excitada, sentindo tonturas, e poder de raciocínio bastante confuso e concentração prejudicada 2ª) fase da depressão, a atividade do sistema nervos central (SNC) começa a ficar lenta, ficando a pessoa confusa, desorientada, perda de autocontrole, voz pastosa, visão embaçada. O usuário começa a ver e ouvir coisas. 3ª) fase da depressão profunda: redução acentuada do estado de alerta, incoordenação ocular (não consegue fixar os olhos em objetos) e motora, processos evidentes de alucinação. Fala pastosa e reflexos bastante comprometidos. As alucinações tornam-se evidentes 4ª) Depressão tardia: queda da pressão arterial, diminuição da respiração e dos batimentos cardíacos, podem ocorrer convulsões, como e morte. Tendências ao suicídio considerável.

 

Efeitos em outras partes do corpo

O uso contínuo e em altas doses pode ocasionar problemas renais além de tornar o coração sensível a uma substância que o próprio corpo fabrica: a adrenalina. Essa sensibilidade pode levar ao óbito por arritmia cardíaca durante esforços físicos ou estresses emocionais. Pode causar lesões no fígado, rins e medula óssea. O uso constante de solventes e inalantes a base de n-hexano pode causar degeneração progressiva dos nervos periféricos ocasionando transtornos no marchar e até mesmo a paralisia.

 

Outras Consequências

O uso continuo dessas substâncias pode causar a destruição de neurônios causando danos irreversíveis ao cérebro.

 

Mais Informações:

 

Por ser encontrado em parte de produtos industriais pode ser inalado de forma involuntária por trabalhadores durante suas atividades normais. A palavra solvente significa substância capaz de dissolver coisas e inalante é toda substância que pode ser inalada (aspirada). Normalmente essas substâncias são bastante voláteis, ou seja, evapora-se rapidamente, o que facilita a inalação. Outra característica entre a maioria dessas substâncias é que são produtos inflamáveis.

 

Anfetaminas

Classificação

Quanto à legalidade: Ilícita

Quanto aos efeitos: Estimulantes do Sistema Nervoso Central (SNC)

 

Origem

Substâncias sintéticas produzidas em laboratórios.

 

Onde está presente

Metanfetamina, “ice”, “bolinha”, “rebite”, Hipofagin, Pervertin, Preludin, Moderex, “boleta”, Inibex, Desobesi, Reactivan, Êxtase, MDMA.

 

Aspectos Históricos

A anfetamina surgiu no século XIX, tendo sido sintetizada pela primeira vez na Alemanha, por Lazar Edeleanu, em 1887. Cerca de 40 anos depois, a droga começou a ser usada pelos médicos para aliviar fadiga, alargar as passagens nasais e bronquiais e estimular o sistema nervoso central. Em 1932, era lançada na França a primeira versão comercial da droga, com o nome de Benzedrine, na forma de pó para inalação. Cinco anos mais tarde, a Benzedrine surgiu na forma de pílulas, chegando a vender mais de 50 milhões de unidades nos três primeiros anos após sua introdução no mercado.

 

Aspectos Gerais

As anfetaminas são drogas estimulantes, isto é, fazem com que o cérebro trabalhe mais depressa, deixando as pessoas mais “ligadas”, com menos sono.  São substâncias sintéticas: fabricadas em laboratório e não a partir de produtos naturais. Este tipo de droga costuma ser muito utilizado por motoristas que precisam dirigir durante muitas horas seguidas, por estudantes que passam noites inteiras estudando e por pessoas que querem emagrecer sem acompanhamento médico.

 

Efeitos no Cérebro

Hiper-atividade, insônia, diminuição do cançaso e da fome, ansiedade e agressividade. Em doses maiores causan disturbios psicológicos graves como paranóia e alucinações. De maneira geral faz com que o organismo trabalhe acima de sua capacidade e com esforços excessivos. Após o efeito normalmente o indivíduo é acometido de cansaço extremo e tendências à depressão.

 

Efeitos em outras partes do corpo

Causam midríase (dilatação da pupila) , taquicardia e aumento da pressão sanguínea.

 

Outras Consequências

Em casos de overdose pode ocorrer verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetmínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido a contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia que pode evoluir para complicações como derrame cerebral ou infarto do miocárdio. Testes em animais de laboratório mostram que o uso continuado provoca a degeneração de determinadas células do cérebro. Normalmente os casos de overdose necessitam de internação para desintoxicação.

 

Mais Informações:

 

Atualmente, a anfetamina é proibida em vários países, incluindo o Brasil (desde 2011). Em alguns países da Europa a substância foi totalmente proibida, sendo encontrada somente de forma clandestina, vinda de outros locais. A maior parte dos usuários são mulheres que utilizam a droga para o emagrecimento.

 

Cogumelos e Plantas Alucinógenas

 

Classificação

Quanto à legalidade: Ilícitas

Quanto aos efeitos: Perturbadoras do Sistema Nervoso Central (SNC)

 

Origem

Substâncias extraídas de plantas em laboratórios ou por infusões e chás.

 

Onde está presente

LSD (ácido lisérgico) “ácido”, “selo”, “microponto”, psilocibina (extraída de cogumelos) e mescalina (extraída de cactos).

 

Aspectos Históricos

Um grande número de drogas alucinógenas vem da natureza, principalmente plantas. Estas foram “descobertas” por povos antigos que ao sentir seus efeitos passaram a considerá-las “plantas divinas” Assim até hoje essas plantas são assim consideradas por muitos povos. Com o progresso da ciência, várias substancias foram sintetizadas em laboratórios e, dessa maneira, além dos alucinógenos naturais, hoje em dia têm importância também os alucinógenos sintéticos.

 

Aspectos Gerais

A palavra alucinação significa, em linguagem médica, “percepção sem objeto”; isto é, a pessoa em processo de alucinação percebe coisas sem que elas existam. As alucinações podem aparecer espontaneamente em casos de psicoses com a esquizofrenia ou então ser provocadas por ingestão de drogas ou substâncias alucinógenas, também chamadas psicoticomiméticas ou psicodélicas.

 

Efeitos no Cérebro

Alucinações e delírios que podem variar de acordo com o ambiente e preocupações anteriores e pessoas que acompanham o usuário, no âmbito religioso, normalmente são os “guias” ou “sacerdotes”. As reações (alucinações) podem ser agradáveis e a pessoa “percebe” sons incomuns, cores brilhantes, e visões prazerosas (“boa viagem”) ou então visões terrificantes, sensações de deformações do corpo, certeza de morte iminente etc. São as más viagens.

 

Efeitos em outras partes do corpo

Os sintomas físicos são pouco expressivos mas podem causar dilatação das pupilas, sudorese excessiva, taquicardia, náuseas e vômito.

 

Outras Consequências

O usuário pode desenvolver delírios persecutórios, síndrome do pânico e outras psicoses.

 

Mais Informações:

 

Cogumelos: O uso de cogumelos ficou famoso no México, onde desde antes de Cristo já eram utilizados pelos nativos daquela região. Ainda hoje, sabe-se que o “cogumelo sagrado” é usado por alguns pajés. Essa planta recebe o nome científico de Psilocybe mexicana e dela pode ser extraída uma substância de poder alucinógeno: a psilocibina. No Brasil são encontradas pelo menos duas espécies de cogumelos alucinógenos, uma delas é o Psilocybe cubensis e a espécie do gênero Paneoulus.

Jurema: O vinho de jurema, preparado à base da planta brasileira Mimosa hostilis e chamado popularmente de jurema, é usado pelos remanescentes índios e caboclos do Brasil. Os efeitos desse vinho são muito bem descritos por José de Alencar no romance Iracema. Além de conhecido pelo interior do Brasil, só é utilizado nas cidades em rituais de candomblé, por ocasião da passagem de ano, por exemplo. A jurema sintetiza uma potente substância alucinógena, a dimetiltriptamina ou DMT, responsável pelos efeitos.

Mescal ou Peyot: Trata-se de um cacto, também utilizado desde tempos remotos, na América Central, em rituais religiosos, que reproduz a substância alucinógena mescalina. Não existe no Brasil.

Caapi e chacrona: São duas plantas alucinógenas utilizadas conjuntamente sob a forma de uma bebida, ingerida no ritual do Santo Daime, culto da união vegetal e de várias outras seitas. Esse ritual está bastante difundido no Brasil (existe nos Estados do Norte, São Paulo, Rio de Janeiro etc.), e seu uso na sociedade brasileira teve origem entre os índios da América do Sul.

No Peru, a bebida preparada com as duas plantas é chamada pelos índios quéchas de Ayahuasca, que quer dizer “vinho da vida”. As alucinações produzidas pela bebida são chamadas de mirações, e os guias dessa religião procuram “conduzi-las” para dimensões espirituais da vida. Uma das substâncias sintetizadas pelas plantas é a dimetiltriptamina ou DMT, responsável pelos efeitos.