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Os 12 Passos

 

 1)   Admitir – O primeiro passo, o momento de reconhecer que somos Pecadores, de que como seres humanos comuns, estamos sujeitos a cometer erros e falhas, tão comuns a todo mundo, mas que muitas vezes não admitimos, por que essa admissão nos faria sentirmos fracos ou então revelaria à outros as nossas fraquezas. Nesse passo procuramos compreender e aprender que precisamos reconhecer nossos erros e falhas para podermos então corrigi-las. Errar é humano, mas a mesma humanidade que nos torna fracos diante de alguma dificuldade, nos dá o poder e a fortaleza para vencê-la.

 

2)   Confiar – neste segundo passo aprendemos que precisamos e podemos ser felizes, que podemos ser curados. Aprendemos também que sozinho é impossível conseguir isso e por isso é preciso confiar em quem pode nos ajudar: Jesus Cristo. Aprendemos a confiar também em nossos irmãos de caminhada, com suas experiências adquiridas enfrentando as mesmas dificuldades que as nossas.

 

3)   Entregar – É o momento em que depositamos nas mãos de Deus os nossos problemas e dificuldades. A entrega nos dá a certeza de que nós podemos vencer, pois estamos permitindo que Deus interfira e aja na nossa vida. Aqui vai se instaurando um processo de amizade com Deus; começamos a partilhar com Ele as nossas tristezas e alegrias; Ele se torna presença viva em nossa vida.

 

4)   Arrepender – Diante do amor incondicional de Deus, percebemos o quanto é importante esse amor e nos damos conta de quanto tempo perdemos deixando de amá-Lo e de amar as pessoas que sempre quiseram nos ajudar. Aprendemos a ver no arrependimento uma alavanca para a mudança para uma vida nova, livre dos antigos erros.

 

5)    Confessar – é a abertura ao perdão de Deus, ao perdão dos irmãos e à comunhão da Igreja, confessando de forma consciente e responsável as nossas falhas e erros e assumindo a responsabilidade pelos atos maus praticados contra Deus, contra nossos irmãos e contra nós mesmos.

 

6)   Renascer – Esse passo é uma atitude de vida, um convite a uma vida nova. Aprendemos nesse passo que é necessário sacudir as cinzas e lançar novas raízes no canteiro da vida. Aprendemos que, se queremos uma vida melhor, uma vida nova, devemos abandonar os velhos hábitos, os velhos costumes e a velha forma de pensar.

 

7)    Reparar – O que vemos nesse passo é a importância da vontade real de mudar de vida, ele é o gesto concreto de realização da opção de cada um de querer uma vida nova. Restituindo financeira e moralmente aqueles a quem prejudicamos (muitas vezes nós mesmos) com nossos erros, defeitos e dependências. Passamos a reelaborar um processo fundamental, que foge da mentira e da ilusão para colocar os pés na realidade, mas mantendo os olhos no alto, em Deus.

 

8)    Professar a fé – quando estamos de fato agindo concretamente segundo a transformação de vida desejada, precisamos reafirmar incondicionalmente a nossa fé, lançarmos raízes profundas no coração da Igreja, nas verdades que ela crê e que também acreditamos serem necessárias para o sucesso no caminho da nossa libertação. Aprendemos que só uma fé madura, proclamada pelos lábios e vivida no coração é capaz de dar bases firmes para o continuo caminhar, mesmo apesar das quedas que podem vir a acontecer.

 

9)   Orar e Vigiar –Aprendemos nesse passo que a precisamos estar sempre vigilantes pois as tentações podem acontecer a qualquer momento de nossa vida e precisamos estar atentos para reconhecê-la. Aprendemos também que a oração é um instrumento indispensável e poderoso para a nossa perseverança, nos aproxima de Deus e recoloca nossos pensamentos no caminho correto.

 

10) Servir – O décimo passo é uma consequência dos outros nove. Quando realmente experimentamos o poder e o amor de Deus, é impossível ficarmos fechado em nossos casulos. O próprio Jesus disse “Eu não vim para ser servido mas para servir”. Aprendemos neste passo que, em uma vida nova, tão importante como sermos ajudados é ajudarmos quem precisa.

 

11) Celebrar – Este é um dos pontos mais importantes da nossa caminhada. É o momento onde unimos a Igreja terrena à Igreja celeste para a grande louvação ao Senhor Jesus, à vida e a participação no mistério pascal de Cristo. Nós celebramos aquilo que somos, sem máscaras, sem disfarces. Celebramos a nossa miserabilidade e fragilidade mergulhadas na santidade de Deus, nossa humanidade envolta na divindade do Deus Uno e Trino, que vai aos poucos fazendo de nossas fraquezas a nossa maior fortaleza.

 

12) Festejar – É o décimo segundo passo, momento importante de confraternização, de descontração e de partilha, onde partilhamos do muito ou do pouco que temos e somos. Onde olhamos para trás e vemos tudo aquilo que conquistamos desde o primeiro passo, tudo aquilo que aprendemos e o quanto conseguimos crescer espiritualmente tornando nossa vida mais tranquila  e cheia de alegrias. Ao mesmo tempo que é importante comemorar uma etapa cumprida, não podemos nos esquecer que estes doze passos podem e devem ser recomeçados, e a cada recomeçar uma nova etapa de graças e bênçãos ocorrem nos levando pela estrada da santidade.