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Pastoral da Sobriedade

 

Apresentação

Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química, feita aos participantes do Primeiro Encontro Nacional da Pastoral da Sobriedade e Terceiro Encontro Nacional de Comunidades Terapêuticas e Instituições Afins, realizados em Guaratinguetá (SP), na Fazenda da Esperança em junho de 1999.

 

Preocupação da Igreja

 

Em 1984, a Santa Sé, promoveu o primeiro encontro mundial de comunidades terapêuticas católicas. Dizia João Paulo II, naquela ocasião: “Hoje o flagelo da droga torna-se perverso em formas cruéis e dimensões impressionantes, superiores a muitas previsões. Episódios trágicos denotam que a crescente epidemia conhece as mais amplas ramificações, alimentada por um torpe mercado que se encrava nas nações e nos continentes. As implicações veladas deste rio subterrâneo e as suas conexões com a delinqüência e a prostituição são tais e tantas que constituem um dos principais fatores da decadência geral”. (Ensinamentos de João Paulo II, VII,2, 1984, p.347)

 

“A droga é um mal, ao mal não se dá trégua. A legalização, mesmo que parcial, mesmo sendo uma interpretação da índole da lei, não surtiu os efeitos que eram previstos. Uma experiência muito comum nos oferece a confirmação disto. Prevenção, repressão, reabilitação: estes são os pontos centrais de um programa que, concebido e levado a efeito à luz da dignidade do homem, embasado na honesta relação entre os povos, terá o reconhecimento e o apoio da Igreja”. (Ensinamentos VII,2, 1984, p.349)

 

Em 1991, João Paulo II, voltaria ao assunto durante a Conferência Internacional do Pontifício Conselho para a Pastoral da Saúde. Toxicodependência e alcoolismo frustram a pessoa justamente na sua própria capacidade de comunhão e doação. Este foi o título de seu pronunciamento.

 

Exortou os presentes usando a expressão de São Paulo aos Romanos (Rm 4,18) “Contra a esperança a esperança” reivindicando para aqueles que, seguindo o exemplo do patriarca Abraão, acreditam confiantemente nas promessas de Deus, o direito de nunca abandonar mais a esperança, mesmo quando, humanamente falando, esta poderia parecer vazia e inconsistente.

 

Convite da CNBB

Em março de 1997, a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, através do Setor Juventude, convidou as Instituições Católicas de Recuperação de Dependentes de Drogas, para um Primeiro Encontro Nacional em Lins nos dias 4 a 7 de junho.

Este encontro pretendia marcar o início de um diálogo e parceria para o trabalho frente ao mundo das drogas.

A proposta do encontro era a partilha das experiências concretas, o aprofundamento da mística e espiritualidade, a identificação de pistas concretas de parceria e a elaboração de roteiros de reflexão para grupos de jovens.

Trinta e três entidades compareceram ao encontro em Lins.

 

Além da intensa partilha de experiências e aprofundamento da espiritualidade, foram apresentadas as seguinte sugestões principais:

  • Criação da pastoral do toxicômano,
  • Aprofundamento do trabalho de prevenção,
  • Campanha da fraternidade sobre drogas,
  • Realização de outros encontros.

 

O Vaticano e a ONU

Em outubro de 1997, por solicitação do Diretor Executivo do Programa Internacional de Controle sobre a Droga das Nações Unidas, Dr. Giorgio Giacomelli, realizou-se no Vaticano a Conferência de Apresentação do Convênio Eclesial Solidários pela Vida.

Compareceram 90 pessoas, representando 45 países, especializados no problema da assistência pastoral aos drogados, inclusive o Pe. Haroldo J. Rahm, SJ, do Brasil.

 

Neste encontro proferiu palestra a Secretário de Estado Cardeal Angelo Sodano que expôs as grandes linhas do magistério em matéria de drogas e afirmou: “a posição da Igreja é firme e clara, não legalizemos as drogas”.

 

Ao final do encontro o Santo Padre João Paulo II, dirigiu-se aos participantes exortando-os: “A luta contra o flagelo da toxicomania é ocupação de todos, cada um segundo a responsabilidade que lhe cabe”.

 

“Saúdo o engajamento pastoral incansável e paciente de padres, religiosos, religiosas e de leigos nos meandros da droga; eles apoiam os pais e se põem a acolher e a escutar os jovens, para perceber suas interrogações radicais, a fim de ajudá-los a sair da espiral da droga e a tornar-se adultos livres e honrados”.

 

A aprovação da CNBB

 

De 22 de abril a 1º de maio de 1998, realizou-se a 36ª Assembléia Geral da CNBB, em Itaici.

 

Nesta ocasião, Dom Irineu Danelon, fez veemente pronunciamento relatando a situação e o acontecido em Lins no ano anterior e apresentando as reivindicações lá apresentadas.

 

Como resposta Dom Irineu recebeu a manifestação de 247 bispos presentes favoráveis a implantação de uma pastoral específica para a prevenção e recuperação da dependência química.

 

Os Roteiros

 

Após o primeiro encontro foram elaborados roteiros para serem utilizados pelos grupos jovens da Pastoral da Juventude em suas reuniões, com o objetivo de prevenção do uso de drogas. São cerca de 55.000 grupos jovens com aproximadamente 1.500.000 jovens participantes.

 

Os roteiros elaborados por Nilo Momm, com a colaboração de Ildo Raimundo da Rosa, após revisão do Padre Vilsom Basso, do Setor Juventude da CNBB, foram publicados pelo Centro de Capacitação da Juventude – CCJ, da CNBB.

 

Segundo Encontro

 

Em junho de 1998 realizou-se o Segundo Encontro Nacional de Instituições Católicas de Recuperação de Dependentes de Drogas, desta vez em Jaci/SP.

 

A proposta do encontro foi a partilha das experiências, o aprofundamento da mística e espiritualidade, caracterização do aspecto pastoral do trabalho, a elaboração e sistematização da experiência sobre o que já existe no campo da pastoral, pistas de parceira e a continuação de elaboração de material sobre prevenção.

 

Compareceram 30 entidades no Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus. A coordenação esteve a cargo do Setor Juventude da CNBB.

 

Dom Irineu Danelon discorreu sobre os encaminhamentos e acontecimentos após o primeiro encontro apresentando os roteiros e comunicando que durante a 36ª Assembléia Geral da CNBB 247 bispos se manifestaram favoravelmente a criação de uma pastoral específica de prevenção e recuperação em dependência química.

 

Sobre a Campanha da Fraternidade Dom Irineu informou que os temas para 1999 e 2000 já estavam decididos e que para 2001 já existe uma solicitação dos migrantes mas que se nos movimentássemos poderíamos ser atendidos.

 

Além da troca de experiências entre os participantes, tivemos palestras sobre Amor Exigente, Espiritualidade e Laborterapia. Conhecemos ainda as experiências de Frei Francisco, Fradão e Padre Haroldo.

 

A Pastoral

 

Criada a Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química procedemos a eleição da Comissão Nacional que ficou assim constituída: Dom Irineu Danelon, sdb, Setor Juventude e Educação da CNBB, Pe. Haroldo J. Rahm, SJ, Assessor Nacional, Luiz Antônio Bortolin, Coordenador Nacional e a Equipe Nacional constituída por Aparecida L. Branco Paiva, Cândido Antônio Martins, Carlos Arlindo Costa, Everaldo Ferreira Garcia, Nilo Momm, Ricardo Valente de Souza e Sérgio Surage, tendo como Conselheiros Eclesiásticos Irmão Bernardo (Fradão), Frei Hans H. Stapel e Pe. Nélio (Frei Francisco).

 

A sede da nova Pastoral foi estabelecida na

Avenida Palmital nº 129,

Jardim Flamboyant,

CEP 13093-330 – Campinas (SP).

 

Em 23 de agosto de 1998, a coordenação nacional da Pastoral, encaminhou correspondência a todos os bispos do Brasil em que informa sobre a criação da nova Pastoral e a eleição da Comissão Nacional e solicita o apoio pastoral no sentido de promover a divulgação e indicar representante que possa coordenar as novas atividades na diocese.

 

Em 5 de setembro a Comissão Nacional reuniu-se pela primeira vez.

 

Dom Irineu Danelon apresentou proposta de fundamentação teológica para a Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química, que foi integralmente aprovada pelos presentes.

 

Fundamentação teológica para a Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química.

 

1. O amor gratuito do Pai desperta em nós a solidariedade com o mundo e com a humanidade fazendo dos excluídos os nossos preferidos.

 

2. O testemunho de Jesus, que veio para salvar quem está perdido, nos impulsiona na direção daqueles que se encontram em situação periclitante.

 

3. A efusão do Divino Espírito Santo, que faz brotar em nós rios de água viva, nos dá força e graça para transformar ossos ressequidos em um exército em ordem de batalha e nos concede, a cada momento, o que mais nos convém.

 

4. Como membros da Igreja, serva da humanidade, sentimo-nos em comunhão com os mais necessitados de sua ajuda.

 

5. Motivados pela práxis de Jesus, que se fez Bom Pastor e Bom Samaritano, cremos firmemente que, no Reino de Deus, o maior é o que serve os demais e lava os seus pés.

 

6. Enviados por Deus, que é “todo caridade”, os agentes da pastoral de prevenção e recuperação em dependência química são abertos e cordiais, prontos a dar o primeiro passo e a acolher sempre com bondade, respeito e paciência. Com o afeto de um pai, mães, irmão(ã) e amigo(a) procuramos devolver a consciência da dignidade e co-responsabilidade entre os dependentes.

 

7. Tendo presente o mistério da encarnação, em nosso trabalho preventivo ou de recuperação, visamos sempre a integração fé – vida, levando em conta as complexas variantes do campo vital, ou seja, o mundo em que vivemos concretamente.

 

8. O primeiro e mais importante sinal de amor que nos acompanha em todo o processo de nossa pastoral seria a acolhida incondicional, como primeiro passo para que os dependentes, tantas vezes rejeitados, possam redescobrir a sua fundamental dignidade, o seu valor, como pessoa e como filho de Deus.

 

9. O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo, nos faz portadores das exigências do amor, que nos leva a dar a vida pelos irmãos e, com isso, nos torna agradáveis a Deus, vivenciando a eucaristia, sacrifício da nova e eterna aliança.

 

10. Baseados nas atitudes de Jesus, procuramos valorizar aquilo de que os dependentes são mais capazes do que nós: a experiência da própria vida. Procuramos dar a voz e a vez para que se expressem. Temos presente que todas as experiências humanas estão carregadas de dignidade, porque Deus trabalha em todas, ou para autenticar, ou para consolidar, ou para converter: em síntese para salvar. O que mais dá glória a Deus é a via do ser vivente.

 

11. Tendo presente que Jesus é o caminho, procuramos proporcionar aos dependentes a descoberta do sentido da vida e a unificação das suas múltiplas experiências em torno de um novo projeto de vida alicerçado em valores.

 

12. Procuramos não dramatizar os fatos, tendo presente que Jesus veio para salvar os que estão perdidos, consequentemente acolhemos a vido como um dom, mas também como um problema e a realidade não é só bonita, mas também um desafio. Na medida que os dependentes se abrem à comunhão com os outros, com a história, com a natureza, com Deus, vão experimentando a força da comunhão que salva.

 

13. A ressurreição de Jesus nos leva a propor aos dependentes novas formas de vida, testemunhadas pela comunidade terapêutica, solicitando sempre novas interrogações.

 

14. Considerando o mistério de Deus, propomos experiências religiosas, através de perguntas que tentam uma “salvação do absurdo da vida”. Para tanto, cremos serem muito oportunas as experiências carregadas de positivo, de alegria pela vida, de autenticidade, transparência, paz interior, harmonia no relacionamento, esperança, festa, música, ecologia, vida nova.

 

15. Da experiência religiosa, passamos para o anúncio de Cristo, através de um encontro pessoal com o Cristo Vivo. Jesus Cristo não é apenas o mais profundo de nossa reflexão, ou experiência de vida, mas uma revelação. Será sempre necessário um anúncio explícito, entendido mais facilmente pelos simples e puros de coração.

 

16. Da práxis pedagógica da Igreja, embasada em valores teologais, destacamos algumas:

 

  • A capacidade de passar dos sinais vistos para a realidade significada, cultivando o aspecto sacramental das coisas e pessoas, principalmente de Jesus Cristo que se tornou sinal e portador do amor do Pai. “Quem me vê, vê também o Pai”;
  • Despertar o hábito de criar uma espécie de conflito interior entre o imediato da experiência e o seu sentido mais profundo: O que Deus quis me falar através dos acontecimentos de hoje?
  •  A necessidade de caminhar para as causas últimas, visão de conjunto, sem se fixar como se fossem definitivas as respostas encontradas: Quando sabemos de cor as respostas, a vida troca as perguntas;
  • Cultivar a disponibilidade para a calma, o silêncio, a escuta e poder acolher, no rumor das emoções, os valores escondidos;
  • A capacidade de lutar com um coração reconciliador;
  • A recusa de unir a realização pessoal às coisas que possuímos, ou a uma salvação egoísta;
  • Vencer o mal com o bem, sem revanches, violências, ressentimentos;
  • Ter presente que, por melhor que seja alguém, jamais conseguirá ser tão bom e eficiente como todos nós unidos;
  • A vida deve ser partilhada no seu todo, e não apenas nas sobras;
  • É melhor prevenir do que remediar. O verdadeiro amigo chega antes, ama por primeiro;
  • Nosso trabalho está direcionado à dignidade das pessoas, e não apenas à suas necessidades imediatas. Consequentemente não podemos apenas recuperar o dependente do álcool, ou das drogas, mas propor-lhe o caminho da perfeição e da felicidade.

 

17. Tendo presente que Jesus veio para que todos tenham vida e vida em abundância, cultivamos uma verdadeira paixão pela vida e fazemos nossa a proposta de Teresa de Calcutá:

 

  • A vida é uma oportunidade, agarre-a.
  • A vida é uma beleza, admire-a.
  • A vida é uma ventura, saboreie-a.
  • A vida é um sonho, faça dele realidade.
  • A vida é um desafio, enfrente-o.
  • A vida é um dever, cumpra-o.
  • A vida é um jogo, jogue-o.
  • A vida é preciosa, cuide bem dela.
  • A vida é uma riqueza, conserve-a.
  • A vida é amor, desfrute-o.
  • A vida é um mistério, penetre-o.
  • A vida é promessa, cumpra-a.
  • A vida é tristeza, supere-a.
  • A vida é um hino, cante-o.
  • A vida é um combate, aceite-o.
  • A vida é uma tragédia, enfrente-a.
  • A vida é uma ventura, ouse-a.
  • A vida é felicidade, mereça-a.
  • A vida é o maior dom, defenda-o.

 

18. Assimilando o testemunho do Bom Pastor, que não foge quando o lobo se aproxima, cultivamos a atitude de coragem e audácia, articulando todas as forças vivas no combate contra a humanidade neste final de século e início de novo milênio. Quem tem medo de morrer, morre de medo. Queremos dar a vida, e não apenas morrer. Unidos à utopia da pastoral da juventude, nos esforçamos para implantar a “civilização do amor”, para que venha a nós o Reino de Deus.

 

19. Em tudo e sempre “esperamos contra toda esperança”, porque o Deus da vida está conosco. Suas promessas não passam.

 

20. Unidos àquela pela qual veio ao mundo a vida nova, procuraremos em tudo cultivar suas virtudes e nos servir de sua intercessão. Amém.

 

Dom Irineu Danelon

 

Objetivos da Pastoral

 

Com sua identidade muito bem definida na fundamentação teológica apresentada por Dom Irineu, a Pastoral estará em busca daqueles que estão em situação periclitante, cumprindo a missão da Igreja, serva da humanidade, de resgatar e reinserir os excluídos, suscitando em seus corações a busca de uma mudança de vida, propondo-lhes experiências carregadas de positivo, de alegria pela vida, autenticidade, transparência, esperança e vida nova.

 

Estaremos empenhados, não só em recuperar os dependentes ou em prevenir a sociedade da triste realidade da dependência química, mas propor as pessoas um caminho, o caminho da perfeição, da felicidade e da santidade.

 

Direcionados pelo sentido bíblico da busca da sobriedade, estaremos com nossas forças direcionadas na busca da dignidade, cumprindo as palavras do Evangelho de Jesus que diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo 14,6) aquele que vem a mim jamais conhecerá a morte”. Estaremos criando consciência cristã, transformando a sociedade na busca de uma nova civilização do amor, fazendo acontecer aqui o Reino de Deus.

 

No final do encontro foi distribuído o seguinte comunicado:

 

O Comunicado

 

A Comissão Nacional da Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química, esteve reunida em sua sede nacional, em Campinas, São Paulo, nos dias 4 a 6 de setembro último.

 

Foi a primeira reunião ordinária da Comissão eleita em Jaci, São Paulo, durante o Segundo Encontro Nacional de Entidades que Trabalham com Dependência Química, e aprovada pela CNBB.

 

Entre os assuntos tratados, iniciamos a elaboração dos Estatutos da Pastoral, definimos as suas bases teológicas e programamos o Terceiro Encontro Nacional que acontecerá na Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, São Paulo, de 10 a 13 de junho de 1999.

 

A Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química, atuará em três frentes de trabalho simultaneamente:

 

1. Prevenção

A prevenção será dirigida ao público que nunca experimentou drogas e àqueles que já as experimentaram, sem entretanto terem se habituado ao uso.

 

Para esta frente de trabalho, as principais atuações são:

 

a) Incentivo à criação de grupos – ligados à Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química, às demais Pastorais ou aos Movimentos da Igreja, ou a grupos sociais preocupados com esta realidade.

 

b) Incentivo à inclusão da prevenção ao uso de drogas nos currículos escolares, na catequese e nos diversos Movimentos ligados especialmente à adolescência e juventude.

 

c) Incentivo à criação e publicação de material apropriado para uso em grupos interessados, tais como dinâmicas, textos para debate ou meditação, roteiros de reuniões, etc.

 

2. Intervenção A intervenção atuará junto ao público que já se iniciou no uso de drogas, faz uso dela com alguma frequência, mas ainda não se tornou dependente químico.

 

Para este trabalho a Pastoral incentivará a abertura de novos grupos de auto ajuda, especialmente nas paróquias, capelas e estabelecimentos de ensino. A Igreja favorecerá cedendo espaço físico para as reuniões e incentivando a participação.

 

Consideramos grupos de auto ajuda, entre outros, os seguintes:

 

a) AA – Alcoólicos Anônimos;

b) NA – Narcóticos Anônimos;

c) NATA – Núcleo de Apoio aos Toxicômanos e Alcoólatras;

d) NAFTA – Núcleo de Apoio a Família dos Toxicômanos e Alcoólatras;

e) Amor Exigente;

f)  Toxicômanos Anônimos.

 

3. Recuperação

A recuperação refere-se ao atendimento dos usuários de droga em que já se instalou a dependência química física ou psicológica.

Isto se fará pelo incentivo a instalação e aperfeiçoamento de Comunidades Terapêuticas.

Ao internamento em Comunidades Terapêuticas se associarão as atividades de grupos de auto ajuda para o tratamento das famílias e para a reinserção do recuperando na sociedade.

 

A Comissão Nacional decidiu ainda, iniciar um movimento de conscientização para que a Campanha da Fraternidade do ano 2001, seja “por um século sem drogas”. Para tanto serão incentivadas as Paróquias a se manifestarem solicitando aos Reverendos Bispos que apoiem a referida Campanha. Paralelamente se fará um abaixo assinado em que a população em geral possa se manifestar solicitando a Campanha.

 

Reunida novamente em 20 de fevereiro de 1999 a Comissão Nacional aprovou os Estatutos da Pastoral de Prevenção e Recuperação em Dependência Química que passa a utilizar o nome fantasia de Pastoral da Sobriedade.

 

Nesta reunião foi definida a programação do terceiro encontro nacional em Guaratinguetá, bem como o conjunto de atividades relativas à campanha para que em 2001 a Campanha da Fraternidade seja “por um século sem drogas”.

 

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. (1Tes 5,6)

 

Sede sóbrios, e esperai inteiramente na revelação de Jesus Cristo. (1Pd 1,13)