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01 – Admitir

O Primeiro Passo é uma oportunidade para enfrentar a realidade e admitir que nossa vida não está funcionando como desejaríamos. Aceitamos e paramos de fingir, rendemo-nos e encaramos a dor dos nossos vícios e pecados.  Para a maioria de nós as idéias apresentadas no Primeiro Passo são acabrunhadoras até começarmos a ver nossa vida como ela realmente é. Nossas experiências de vida fazem-nos lembrar que nem sempre nosso comportamento tem trazido paz e serenidade. Nossa vida está cheia de comportamentos indesejáveis e emoções inadequadas. O fato de ainda sentirmos a dor e peso do pecado é sinal de que precisamos começar o processo de cura, praticando diariamente os passos. Oportunamente Deus trará a cura e fará as mudanças necessárias em nossa vida.

 

Geralmente uma crise nos leva entender o quanto estamos longe, de sentirmos e vivermos segundo a graça de Deus. Às vezes, escondemos nosso medo, fraqueza e dúvida, até que estejamos prontos para começar a tirar as barreiras que nos protegem. Então, Ele permite circunstâncias difíceis, que nos ajudam a reconhecer nossas dificuldades. Quando, por fim, fica claro que não estamos conseguindo manter as aparências, ou quando decidimos que, não queremos continuar investindo a energia emocional, que tal aparência exige, existe, então, esperança para nós.

 

 O fato de ainda sofrermos por causa do passado, não diminui o impacto da salvação, nem é um sinal de um relacionamento fracassado com Deus. É apenas um sinal de que estamos reconhecendo que existem áreas em nossas vidas para Deus mudar e curar. De forma parecida, muitos personagens Bíblicos, lutaram bastante para repararem os erros do passado, para superarem as fraquezas da natureza humana, e se livrarem das muitas tentações.

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02 – Confiar

 

O segundo dos doze passos é o que abre as portas à compreensão e ao crescimento, uma vez que já admitimos no primeiro passo os nossos vícios e pecados e que sozinhos não conseguimos vencê-los. No segundo passo, compreendemos que Deus está ao nosso dispor e podemos pedir Sua ajuda em todas as nossas tomadas de atitude, confio que aquilo que virá será profundamente bom para mim e minha família.

 

O segundo passo é sobre a fé. A fé não é fabricada, vem de Deus é um dom. Não é opcional, é uma necessidade. Ao admitirmos o primeiro passo, estamos dando oportunidade a Deus para que a semente da fé frutifique em nossos corações.

 

A fé aumenta com a prática. Cada vez que agimos motivados pela fé, nossa fé fica mais forte. Toda vez que pedimos ajuda e recebemos, nossa fé se fortalece.

 

Deus quer partilhar um relacionamento íntimo conosco, através de seu Espírito Santo, que sempre está dentro de nós. É Ele que nos ajuda a tomar consciência de nossa condição de pecadores.

 

Todos somos únicos e a recuperação começa para cada um de nós em diferentes etapas dos passos. Alguns de fato experimentam alívio instantâneo, enquanto outros só começam a se sentir mais fortes quando o programa já está adiantado, não há regra, o progresso ocorre na ocasião mais oportuna.

 

Encontraremos o equilíbrio, se estivermos dispostos a acreditar que o Espírito Santo de Deus pode nos devolver a sanidade, isto é, saúde de mente, corpo espírito e social isto é em nossos relacionamentos. Quando tentamos fazer isso sozinhos, muitas vezes nos enganamos buscando fontes exteriores para as causas de nossos problemas. Com a ajuda de Cristo, somos curados a partir do interior.

 

Uma forma pela qual Deus nos ajuda a ver nossa condição com clareza é fazendo-nos entrar em contato com outros que compartilham experiências semelhantes a nossa. Quando compartilhamos nossas histórias em reuniões, torna-se evidente que todos nós, mantemos a “sobriedade emocional” apenas um dia de cada vez. Além disso, Deus nos ajuda a perceber que ações nocivas para nós e para os outros não são aceitáveis. Quando nos tornamos mais dependentes do poder de Deus, a qualidade de nossas vidas melhorará e a serenidade começará a substituir nossa ansiedade.

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03 – Entregar

 

Nos desfrutar experiências novas e maravilhosa. O terceiro passo nos dá a oportunidade de nos afastarmos dos comportamentos que incentivam o vício, o desânimo, a doença e o medo.

 

É importante permanecermos firmes em nossa decisão de buscarmos a sobriedade; foi na dor das recaídas que encontramos fortalecimento para não querermos o antigo comportamento. A prática dessa entrega é um aprendizado. Algumas vezes nossas vontades nos farão tropeçar, mas depressa retomamos a decisão e deixamos Deus administrar nossas vidas. Às vezes não sabemos entregar nossas coisas nas mãos de Deus. Nós entregamos a vida e tomamos de volta, não sabemos esperar. Na ativa de nossa enfermidade, quantas vezes tomamos decisões que nos levaram a resultados terríveis, pois não sabemos esperar! Deus está indicando um caminho de paciência. Ele está nos treinando para coisas muito maiores do que se abster de um comportamento inadequado.

 

A nossa entrega a Deus, acontece uma vez de forma especial, mas depois tem que ser repetida diariamente. A repetição dos primeiros três passos é o alicerce para todos os demais, como, também, para uma vida de liberdade e de esperança.

 

Quando desenvolvemos qualquer vício ou dependência, passamos a ser mais egocêntricos isto é, centrados em nós mesmos. Esse posicionamento cria dor, solidão e isolamento. O vício ou o comportamento inadequado é como uma espiral que nos puxa para baixo. Para fazermos o movimento contrário é necessário sair do nosso egocentrismo e olhar além de nós mesmos.

 

Sair dessa escravidão não quer dizer que estamos ignorando ou negando nossas necessidades. Na verdade, acontece o oposto, descobrimos formas saudáveis para preencher nossas necessidades emocionais e físicas, tornamo-nos menos necessitados, menos egocêntricos e menos preocupados conosco mesmos. Expor nossas necessidades e pedir que elas sejam preenchidas pode ser uma das coisas menos egocêntricas que fazemos! Todos nós temos necessidades. Vícios, atitudes compulsivas e co-dependência são formas equivocadas de procurar preenchê-las. Com a ajuda de Deus, podemos encontrar um caminho seguro para preencher nossas necessidades.

 

A nossa entrega a Deus, enfraquecem nossas atitudes disfuncionais e doentias. Os elementos chave dessa entrega são: o compromisso de manter uma mente aberta e racional, deixar os resultados nas mãos de Deus. Quanto mais confiarmos em Deus, mais teremos confiança saudável em todos os nossos relacionamentos e atividades. A entrega a Deus nos libertará da escravidão das atitudes inadequadas e abrirá as portas para as atitudes positivas. A impaciência, frustração e ira serão substituídas por um sentimento de confiança e esperança. Nossas vidas serão transformadas, quando cumprimos com alegria a sua vontade, sendo ministros de graça e amor para outras 

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04 – Arrepender-se

 

A programação nos convida ao arrependimento, precisamos ser honestos na admissão de nossos erros diante de Deus, e de nós mesmos. Deus nos conhece totalmente, sabe tudo de nós, mesmo quando procuramos nos esconder. Um dos elementos dessa honestidade é reconhecer que Deus não é culpado de nossos problemas. Abandonar essa ideia nos ajudará a experimentarmos o amor e aceitação de Deus, que é fundamental para nossa cura.

 

Arrependimento é a força para abandonarmos os nossos erros. Isso é difícil para nós, pois passamos a nossa vida nos escondendo e disfarçando nossos erros e pecados. Usamos máscaras por tanto tempo que é difícil, até identificar a nossa pessoa. O pecado tem nos mantido afastados de Deus, distorcendo a verdade em nossas vidas. Assim , ele engana-nos das seguintes formas:

 

Sexo para distorcer o amor

Prazer para distorcer a alegria

Religiosidade para distorcer a fé

Expectativas para distorcer a esperança

Indisciplina para distorcer a liberdade

Autoritarismo para distorcer a disciplina

 

Um sentimento que nos impede de realizar mais plenamente o quarto passo é a culpa, que é um mal estar emocional que surge quando nos reconhecemos errados, feridos ou desapontados com os outros, conosco mesmos ou com Deus.

 

Podemos afirmar que existe um sentimento de culpa que é verdadeiro, que deve ser cultivado e nos impulsiona a mudanças afastando-nos daquilo que está causando um mal. É uma aceitação de nosso erro, é a confiança de que Deus vem em nosso auxílio e nos liberta, ensinando-nos a fazer de uma maneira nova.

 

A culpa falsa nos paralisa e um sentimento de acusação que nos afasta da confiança em Deus e nos leva à auto condenação, como se de alguma maneira precisássemos sofrer as conseqüências de nossos atos. Essa culpa é um sentimento de auto condenação, pois não estamos correspondendo às nossas expectativas e às dos outros. Parece-nos que estamos sempre precisando de aprovação e somos movidos em busca de perfeição ou de um legalismo moral, acreditando em nós mesmos e não em Deus.

 

O desejo de mudança é uma força que nasce na admissão e arrependimento de que nossas falhas e erros. O arrependimento é mais que um sentimento é uma decisão de não querer mais o comportamento antigo é uma busca do novo, confiando em deus na sua misericórdia nos ajudará a vencer nossos vícios e pecados. Nesse passo admitimos confiamos e entregamos com mais consciência do gesto que estamos realizando. Por certo haverá momentos de fraqueza, porém, em Deus somos fortes por saber que, com a Sua ajuda vamos superar qualquer dificuldade, e que, Ele nos dá a força e coragens necessárias para empreendermos mudanças em nós e em nossa família. A confiança em deus nos afasta da culpa falsa e prepara para as tomadas de atitudes que se fizerem necessárias.

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05 – Confessar

 

O quinto passo propõe-nos uma limpeza em nossa vida. Ao  admitirmos as nossas falhas a Deus, a nós mesmos e diante do sacerdote, temos a oportunidade de nos livrar do peso do nosso passado. Este passo exige de nós honestidade, confessamos tudo que nos esforçamos tanto para esconder. Já não é mais necessário culpar a Deus e aos outros pelo que aconteceu. Começamos a aceitar nossa história, nossos pecados, nossa vida como ela é. Este processo de aceitação leva-nos mais perto de Deus, de fato Ele sempre esteve ali. A confissão ajuda-nos a receber Seu amor e a aceitar que somos filhos de Deus e não seremos rejeitados.

 

A confissão pode parecer assustadora para alguns de nós. Talvez pensemos que Ele já sabe de tudo e todas as coisas que aconteceram, mas não podemos esquecer que Deus nos deu o livre arbítrio. Ele nos ama e quer o melhor para nós, mas nos permite fazer nossas escolhas. Apesar de nossas falhas, Deus nos fortalecerá e nos guiará no caminho da sobriedade. O resultado é liberdade, felicidade e paz de espírito. A confissão é o ato de admitir que as falhas são minhas, os erros fui eu que cometi. Portanto assumo a responsabilidade sobre meus atos, e paro de me justificar. Admito francamente meus pecados e confesso os, confiando na misericórdia divina. Neste gesto, acabamos com o silêncio, com o isolamento que impusemos a nós mesmos em função de dependência química ou da co-dependência. De livre e espontânea vontade nos colocamos em sua presença, assumindo a responsabilidade sobre os nossos atos e admitindo as nossas fraquezas, que são raízes de pecados que nos afastaram e bloquearam nossa comunicação com Deus. Confessar nossas falhas diante de Deus é um passo fundamental em nosso processo de recuperação, pois podemos entregar em suas mãos os sentimentos e medos que nos mantém presos e sem alegria de viver.

 

Deus propõe que, diante da culpa, aceitemos o seu perdão e acolhamos a nossa pessoa, e se houver necessidade peçamos perdão a quem ferimos. Há pessoas se sentem culpadas porque não consegue arrepender-se, preferem carregar o peso da culpa. A vergonha de confessar que somos culpados às vezes é mais forte do que o desejo de concertar os nossos erros. Nosso chamado nesse passo é humilhar-se diante de Deus e receber a sua graça para humilhar-se diante do sacerdote e assim libertarmo-nos do sentimento de culpa.

 

O quinto Passo, pede que permitamos a ação de Deus através da confiança e assim receber a serenidade necessária para alcançar a felicidade que buscamos. A confissão é também, parte essencial do processo de purificação, e nos prepara para a etapa seguinte de nossa viagem, tomamos consciência de nossos problemas, examinamos honestamente nossas vidas, revelamos aspectos de nós mesmos antes ocultos e nos capacitamos para mudar nossas atitudes e comportamentos.

 

Na prática do Quinto Passo, deparamos-nos com uma série de dificuldades que muitas vezes podem gerar ansiedade. Quando o lavrador trabalha no campo, começa com a preparação do solo. Lavra, ara, revolve a terra outra vez e, finalmente, planta. Durante algum tempo, o lavrador está visivelmente ativo no campo. Mas depois que planta, para um tempo, afim de que as novas sementes cresçam. Não há nada a fazer, exceto esperar e confiar.  A atividade cessa durante uma temporada. As sementes de mudança que Deus plantou têm tempo para germinar e crescer. Aramos e preparamos e agora damos ao poder divino o tempo necessário para criar em nós uma mudança interna.

 

O nosso programa de recuperação é um roteiro para a vida inteira e não uma busca de soluções momentâneas. O importante é praticá-lo com sinceridade e constância, pois somente dessa forma conseguiremos uma melhora gradativa e devagar chegaremos à sanidade e equilíbrio que desejamos.

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06 – Renascer

 

A espiritualidade faz nascer uma nova dimensão em nossas vidas, as dificuldades que enfrentamos se tornou uma fonte de vida para nós. Quando admitimos nossos vícios e pecados, descobrimos que estávamos limitados e sem liberdade. A confiança em Deus e a entrega esperançosa proporcionou uma nova maneira de viver, não uma vida comum, mas aquela que Cristo nos convida, “uma vida abundante”.

 

Deus não é mais um ser distante e impessoal, é alguém que caminha comigo e me capacita para viver minha própria vida. É Ele quem afirma que o que era velho já passou, eis que faço nova todas às coisas. No grupo de apoio, percebemos que é seu Espírito que opera em nós através das outras pessoas. Ele está no meio de nós, nos incentivando a ser o que somos, no que temos de melhor. É por meio de sua ação em comunidade, que descobrimos que é possível ser reconduzido ao equilíbrio, basta tomar o caminho da fé, mesmo que seja uma fé pequena, quando juntarmos nossas forças, ela se fortalecerá. E depois de algum tempo, você se verá agindo nas situações com confiança e determinação, sem um grande esforço de sua parte. Aprendemos a nos relacionar com o mundo de uma maneira mais construtiva. Você pode encontrar um novo emprego, ou uma casa nova e uma necessidade atendida. Tudo é graça de Deus agindo em nosso favor. Surpresas inesperadas e acontecimentos novos começam a acontecer em nossa vida depois do novo nascimento.

 

O novo nascimento nos permite conduzir nossa vida sob nova administração, esperamos em Deus, Ele será o nosso provedor, estamos aprendendo a nos soltar e nos entregar em suas mãos, quando nos sentimos seguros será mais fácil de abrir mão de nossa vontade. Aceitamos que existem coisas que não podemos mudar, que estão fora do nosso controle. À medida que caminhamos na programação deixamos de tentar consertar, ajustar, controlar uma situação, em vez disso cuidamos de nós mesmos, de nossa saúde emocional, participamos do grupo. Deixamos que as coisas a seu tempo se ajustem.

 

Às vezes temos medo que tudo se desintegre, então queremos controlar, e nos esgotamos, às vezes as coisas tende que piorar para depois melhorar, não é assim quando fazemos uma bela reforma em nossa casa. A realidade é que não cabe a nós, manter tudo funcionando perfeitamente em nossa casa ou em nossa família. Aceitar essa realidade possibilita-nos a viver a vida com mais liberdade, concentrando nossa energia naquilo que temos poder e responsabilidade, entre as quais nossa própria saúde e bem estar. Deus nos dará a sabedoria para perceber a diferença, entre o que podemos ou não podemos mudar.

 

Como bebês recém-nascidos, ainda não sabemos como caminhar nessa nova vida que Deus nos propõe, não entendemos bem qual é a nossa parte e qual é a parte que deixamos para Deus. Essa dúvida às vezes nos enfraquece e nos faz recair tomando sob nosso controle as situações. Talvez porque não aprendemos a esperar, queremos os resultados imediatos. Em momentos assim, apelamos para nossa fé, pois não precisamos conhecer todas as respostas, simplesmente acreditamos que seremos ajudados, e que as situações podem ter um desenrolar totalmente novo e desconhecido para nós, Deus vai nos conduzir na direção certa, dando-nos o que precisamos e cabe a Ele fornecer as respostas. Com a prática do programa, estamos buscando orientação em Deus, e na comunidade.  O grupo de apoio nos ajudará a encontrar esse equilíbrio entre “eu” e “os outros” em nossa recuperação. Como bebês recém-nascidos, deixamos-nos ser cuidado por Deus e pelos irmãos.

 

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